O cenário político-institucional está tumultuado
05 de Março de 2026
Informe Diário
04 de Março de 2026
Comentário Macroeconômico
03 de Março de 2026
Informe Diário
03 de Março de 2026
Cenário Macroeconômico - Fevereiro
02 de Março de 2026
O nível dos reservatórios de água na maior parte do Brasil está abaixo de 50% da capacidade máxima, o que pode refletir o risco iminente de um racionamento de energia no país. Os reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste são os que operam sob a menor proporção: 34,6%. Aos poucos, os efeitos da baixa pluviosidade já se traduzem em piora do saldo da balança comercial neste início de ano, devido ao crescimento de 40% na importação de diesel para a ativação das termoelétricas, e, também, das contas públicas, que absorverão, via Tesouro, o impacto do aumento de custos no setor.
A Ata não foi enfática no caminho a seguir e deixou em aberto 0,25 ou nada de aumento. Mostra preocupação com os impactos do câmbio e com o crescimento da economia impactando a inflação. O tom geral parece indicar uma elevação adicional pra fechar em 11% na reunião de abril. Como até abril vão sair dados ruins de atividade e provavelmente bons de inflação, entendendo-se bons abaixo de 6% em 12 meses, poderia haver espaço para parar em 10,75%. Ficamos assim, então: olhando pela Ata de hoje parece 0,25 em abril, mas com os dados que vão sair pode ser que eles mudem ideia.
Os Estados Unidos divulgaram nesta sexta-feira (28/02) a taxa anualizada do crescimento do PIB no 4º trimestre de 2013, de 2,4%. Houve revisão do dado que, no 3º trimestre do ano passado, apontava para crescimento de 3,2%. O resultado mais fraco do que o previsto deve-se, principalmente, ao menor gasto das famílias com consumo e ao tempo frio, que tem prejudicado a atividade produtiva desde o último trimestre de 2013.
Os efeitos da seca nos preços das commodities agrícolas são claros. No mercado internacional em fevereiro a variação chegou a +53,5% no caso do café, +18,6% no açúcar, +9,4% na soja, +5,2% no suco de laranja e +3,8% no milho. No atacado no mercado nacional, o feijão subiu +72,4%, o café +43,0%, o milho +28,4%, o etanol +12,8%, a soja 7,6%, o boi gordo +5,4% e o açúcar +3,4%. O aumento nos preços de alimentos deverá ter forte impacto na inflação prevista para o primeiro trimestre.
Depois do julgamento de ontem no STF, responsável por derrubar o crime de quadrilha no caso do mensalão e reduzir as penas de José Dirceu e outros sete condenados, virá a chamada revisão criminal do julgamento. Os advogados deverão entrar com nova ação, alegando erro judiciário e pedindo a anulação das condenações. A revisão criminal não é fácil e depende da comprovação de que a condenação foi feita por meio de depoimentos ou documentos falsos. No entanto, no jogo da política, tirar da pauta de discussão o item formação de quadrilha já foi motivo de comemoração para os petistas.
As notas de crédito divulgadas nesta quinta-feira (27/02) pelo Banco Central mostraram a estabilidade dos indicadores de inadimplência de pessoa física em operações de crédito. A taxa, que se refere à inadimplência acima de 90 dias para o consolidado de operações de cheque especial, aquisição de bens e crédito pessoal, caiu de 6,7%, em dezembro, para 6,6% em janeiro de 2014. No mês de referência, este mesmo item ficou em 3,2% na categoria pessoa jurídica.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (26/02), elevar a meta da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 10,5% para 10,75% ao ano. O ajuste veio em linha com as projeções de mercado. Com a decisão, o Banco Central sinaliza o fim de um longo ciclo de aperto monetário, que, no entanto, poderá ser retomado após o período eleitoral, em virtude das perspectivas de inflação alta (perto do teto da meta, de 6,5%) no último trimestre do ano.
O PIB divulgado hoje pelo IBGE cresceu 2,3% em 2013 (0,7% no 4º trimestre), na sequência de uma expansão de 1% em 2012. Esse desempenho ficou um pouco acima do esperado, mas não muda a trajetória de desaceleração da economia para o próximo ano. Em relação aos setores, a agropecuária teve destaque com um crescimento de 7%, seguido pelos serviços (2%) e a indústria (1,3%).
O balanço da Petrobrás, publicado na noite desta terça-feira (25/02), revelou prejuízo de 19% na comparação entre o 4º trimestre de 2013 e o mesmo período do ano anterior. A situação para a estatal ainda é delicada, devido aos planos de investimentos elevados projetados para os próximos 4 anos, de US$ 220 bilhões; à queda de produtividade em bacias importantes, como a de Campos; e a um resultado anual positivo que se deveu, também, à venda de ativos – em vez de a ganhos de eficiência operacional.
Os dados divulgados nesta quarta-feira (26/02) em relação às vendas de casas novas nos Estados Unidos deram início ao que parece ser uma nova e mais sólida tendência de recuperação do mercado imobiliário, visto que o aumento da taxa de juros de longo prazo no país já foi incorporado ao setor. O crescimento das vendas foi de 9,6%, na comparação entre dezembro e o mês imediatamente anterior, superando as expectativas do mercado, que acenava para queda de 3,4%.