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Duas das principais pesquisas relacionadas ao sentimento da população com relação ao desempenho do governo federal e ao cenário eleitoral foram divulgadas nesta segunda-feira (24/02). Foram elas Ibope e Data Folha. A primeira apontou queda de 4 pontos na avaliação positiva da gestão de Dilma Rousseff, enquanto a segunda, em linha com a anterior, mostrou aumento (de 17% para 21%) no número de pessoas que considera ruim ou péssima a condução do governo pela atual presidente. Um dos dados curiosos da pesquisa realizada pelo Data Folha é a queda do número de pessoas que aprova a chegada da Copa do Mundo ao Brasil. Em 2008, 79% dos entrevistados eram a favor do evento; hoje, apenas 52%.
O Boletim Focus dessa semana apresentou uma alta nas projeções de inflação para esse ano, ao mesmo tempo em que reduziram a expectativa para o crescimento da economia. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 passou de 5,93% para 6%, segunda alta consecutiva. Já a mediana das estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foi reduzida pela terceira semana consecutiva, de 1,79% para 1,67%.
O IPCA-15 divulgado hoje pelo IBGE apresentou alta de 0,70%, um patamar um pouco acima do esperado pelo mercado (0,67%). A principal contribuição verificada foi no grupo Educação (6,05%). Por outro lado o grupo de Transporte contribuiu negativamente em função da queda nas passagens aéreas. A média dos núcleos ficou em 0,69%, o maior patamar desde janeiro de 2013. Chama atenção a redução da diferença entre o acumulado de doze meses dos preços livres (6,39%) e dos administrados (3,24%).
Os investimentos estrangeiros diretos somaram perto de US$ 5,1 bilhões em janeiro e foram, mais uma vez, insuficientes para cobrir o déficit em transações correntes, que chegou a US$ 11,6 bilhões. As maiores contribuições para este resultado vieram do Balanço de Rendas, que acumulou saídas líquidas de US$ 4,3 bilhões – aumento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2013 -, e do saldo da Balança Comercial, cujo déficit ficou em US$ 4,1 bilhões.
Em ata divulgada ontem, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do FED deixou entrever divergências sobre a possibilidade do início precoce de um aumento das taxas de juros nos Estados Unidos. Entre aqueles que pedem pela elevação dos juros ainda em 2014 ou, do outro lado, que clamam por reduções do ritmo de retirada de estímulos da economia, a maioria dos membros segue a favor da manutenção do plano original. Longe do consenso, o ponto será mantido como prioridade na agenda do comitê em 2014.
A taxa de desemprego da população economicamente ativa (PEA) subiu 4,8% em janeiro deste ano, sendo essa taxa a menor para os meses de janeiro desde 2003. A população ocupada caiu 0,9% em relação a dezembro do ano passado, mas ficou estável na comparação com o primeiro mês de 2013. Já a parcela da população desocupada aumentou 9,6% em comparação ao mês anterior, mas caiu 12,6% em relação a janeiro de 2013.
O Ministério da Fazenda divulgou hoje a meta de superávit fiscal para 2014. A marca será de 1,9% do PIB, ou R$ 99 bilhões, em uma tentativa de dissipar a desconfiança que paira sobre a capacidade de gestão do orçamento público. Para tanto, foram anunciados cortes da ordem de R$ 13,5 bilhões em despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões em despesas discricionárias. Dado o cenário, o governo estima em 2,5% o crescimento do PIB para 2014, acima da mediana das expectativas de mercado, que é de 2%.
Os Estados Unidos apurou nesta quarta-feira (19/02) queda de 16% na construção de novas casas em janeiro de 2014 na comparação com dezembro de 2013. A taxa anualizada com ajuste sazonal ficou em 880 mil unidades, abaixo do esperado pelo mercado, de 950 mil.
A segunda prévia para o mês de fevereiro do IGP-M registou alta de 0,24%, no mesmo período de janeiro a alta foi de 0,46%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,06%, taxa bem menor que a de 0,36% do mesmo período em janeiro. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve uma alta de 0,64%, no mesmo período do mês anterior a alta foi de 0,73%. A principal contribuição para essa desaceleração foi por causa das hortaliças e legumes, cuja taxa passou de alta de 2,35% do mês de janeiro para queda de 3,03% no mês de fevereiro.
Em virtude da crise cambial e política que assola a Argentina, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que o saldo da balança comercial brasileira em 2014 possa ter redução de até US$ 3 bilhões. Dentro da pauta de exportação, as potenciais perdas devem se concentrar em itens ligados ao setor automobilístico, que, sozinho, representou 48% do valor total exportado à Argentina em 2013.