O fluxo cambial de 2013 fechou negativo em US$ 12,2 bilhões (2012= + US$ 16,7 bilhões), o pior resultado desde 2002. Lembrar que 2002 foi um ano de grande turbulência devido ao receio, à época, do que poderia ser um governo Lula. Na conta financeira, a saída líquida foi de US$ 23,4 bilhões, retratando o mau humor dos investidores.

A ata do Fed divulgada a pouco não trouxe novidades e após a redução dos estímulos monetários, fortaleceu a idéia que o nível da taxa de desemprego em 6,5%, possivelmente alcançado no quarto trimestre de 2014, deverá ser mantido por um longo período de tempo para que a taxa de juros comece a subir novamente.

A Petrobras deverá realizar novas captações para sanar suas necessidades de capital de giro e investimentos ainda este ano. O primeiro semestre será a janela de oportunidade nesta direção, em razão da maior volatilidade esperada para o segundo semestre.

A Petrobras captou hoje um montante de 3,05 bilhões de euros e 600 milhões em libra esterlina. Pelo que foi divulgado até o momento, a demanda era bem maior do que o colocado e as taxas foram de mercado. A surpresa ficou por conta do timing (início do ano). O mercado não gostou e os papéis estão caindo 2,4% até o momento...

A agência de classificação de risco Moody's deve manter a nota do Brasil em 2014, desde que os indicadores econômicos se mantenham semelhantes a 2013. Trabalham com PIB de 2,1% em 2013 e de 2% em 2014 e com superávit primário de 1,8% em 2013 e 2,1% em 2014.

A notícia do início da redu&ccedccedil;ão dos estímulos monetários nos Estados Unidos em US$ 10 bilhões a partir de janeiro de 2014, aparentemente foi bem recebida pelos mercados. O movimento altista observado nas bolsas ao redor do mundo e as taxas de juros internacionais, principalmente, na parte mais longa da curva não explodiram, como parecia certo em algum momento durante este ano. Entendemos que este evento aliado com a premissa da busca continua de transparência por parte do Fed, colaboram com a diminuição da volatilidade no cenário internacional e contribuem para atenuar a pressão sobre os países emergentes em 2014.

O IPCA-15 divulgado hoje surpreendeu o mercado, vindo em 0,75%, acima da mediana e do teto das projeções de mercado (0,70% e 0,65%). Desse modo, o índice fechou o ano em 5,85%, acima da inflação do ano passado de 5,84%. Apesar disso, essa surpresa tem explicação, e ela se encontra principalmente no grupo de transportes. Este variou 1,17% e contribuiu em 0,22 p.p. para o índice geral. O principal responsável dentro do grupo foi passagens aéreas que variou 20,15% e contribuiu 0,10 p.p. para o índice geral.

O IBGE divulgou hoje a Pesquisa Mensal de Emprego. A taxa de desocupados caiu para o menor nível desde 2002 e ficou em 4,6%, refletindo, em parte, uma diminuição de 1,0% da População Economicamente Ativa. O rendimento real teve aumento de perto de 2,0% com relação ao mês anterior e cerca de 3,0% contra o mesmo mês de 2012. Levando em conta fatores sazonais, é possível que a taxa de desemprego em dezembro seja ainda mais baixa, perto dos 4%.

O “tapering” começou. O Fed anunciou ontem o início da retirada de estímulos monetários à economia a partir de janeiro, com a redução de US$ 10 bilhões na compra de títulos. A diminuição será gradual, com a perspectiva de retirada do mesmo valor a cada reunião, tendo seu final, portanto, entre outubro e dezembro. A justificativa para tal ação se mostra na melhora da situação macroeconômica e principalmente do mercado de trabalho.

O déficit em Conta Corrente no mês de novembro foi de pouco mais de US$ 5 bilhões, e no acumulado do ano chegou a US$ 72,7 bilhões. O gasto de brasileiros em viagens internacionais voltou a bater recordes, e registrou quase US$ 1,9 bilhão, o maior da história para meses de novembro. Outro que bateu recordes nesse mês foi o IED, que apresentou resultado de US$ 8,3 bilhões. No ano, o valor é de US$ 57,5 bi, não suficiente para cobrir todo o déficit nas Transações Correntes que deve ficar próximo de 80 bilhões de dólares.

    

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