O PIB italiano teve variação negativa de 0,2% entre abril e junho, segundo dado trimestral consecutivo em terreno negativo, após um 4º trimestre de crescimento pífio, de 0,1%, em 2013. Enquanto isso, a produção industrial no país, também divulgada nesta quarta-feira, cresce a taxas bastantes baixas. No acumulado do ano, a variação é de 0,2%.

Os indicadores industriais da CNI mostraram diminuição de 3,0% nas horas trabalhadas em junho com relação a maio, a quarta queda seguida do indicador, chegando à queda de 2,2% no acumulado do ano. Houve também declínio de 0,5% na utilização da capacidade instalada, que chegou a 80,1%, menor percentual desde abril de 2009 na série dessazonalizada.

As vendas no varejo na Zona do Euro subiram 2,4% em junho, na comparação interanual, acima dos 1,4% projetados pelo mercado. Em 12 meses, a variação foi de 0,6%, mantendo a tendência de alta verificada há algum tempo. Houve aumento do consumo de bens não alimentícios, tendo este item variado 0,3% no mês.

O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, mostrou nova queda, a décima consecutiva, das estimativas para o crescimento do PIB em 2014. De 0,9%, a mediana das projeções migrou para 0,86%. Da mesma forma, as expectativas com relação à produção industrial também se deterioraram: de -1,15%, o crescimento estimado passou para -1,53%. As expectativas com relação à inflação medida pelo IPCA em 2015 também subiram, desta vez para 6,24%. Esta já foi a terceira revisão para cima.

Em junho, a produção industrial, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, variou negativamente em 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado e -1,4% em relação a maio. No acumulado do ano, as perdas chegam a 2,6%. Na comparação interanual, as maiores quedas se relacionaram à produção de bens de consumo duráveis (-34,3%) e bens de capital (-21,1%). Nesta segunda-feira (04/08), mais comentários sobre o desempenho da indústria brasileira em podcast produzido pela MB Associados.

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) sobre a dinâmica do mercado de trabalho dos Estados unidos revelaram a criação de 209 mil postos de trabalho em julho, sendo 198 mil deles no setor privado e 11 mil no setor público. Pela primeira vez em 17 anos, houve a geração consecutiva de mais de 200 mil empregos em cada um dos primeiros 7 meses do ano. O setor de serviços registrou forte queda do saldo de empregos, enquanto que os setores de manufatura e construção refletiram incrementos positivos da população ocupada no mês. Além dos dados positivos de julho, houve a revisão dos dados anteriores. De 288 mil, o número de postos criados em junho subiu para 298 m

O setor público consolidado obteve déficit primário de R$2,1 bilhões em junho, o pior resultado para o mês desde o começo da série histórica, composto de um déficit de R$2,7 bilhões do Governo Central e superávits de R$113 milhões e R$518 milhões, de governos regionais e empresas estatais, respectivamente. O superávit primário acumulado no ano atingiu R$29,4 bilhões, frente a R$52,2 bilhões no mesmo período de 2013. No acumulado em 12 meses, o superávit primário foi de R$68,5 bilhões, 1,36% do PIB.

A média móvel das últimas 4 semanas dos pedidos de auxílio desemprego atingiu o menor nível em oito anos nos Estados Unidos, chegando à marca de 297 mil. A dinâmica do mercado de trabalho norte-americano têm sido útil para a resiliência da recuperação econômica, que já deu mostras de sua força quando da divulgação do PIB do 2º trimestre – que cresceu 4% no período. Apesar de positivo sob esta perspectiva, os pedidos de auxílio voltaram a subir na última semana. De 279 mil registrados na semana do dia 18, dado já revisado pelo departamento do trabalho, as requisições saltaram para 302 mil.

O cenário para atividade na Europa continua preocupante. Hoje foram divulgados os números para inflação na Zona do Euro, que mostraram, mais uma vez, desaceleração, passando de 0,5% em junho para 0,4% em julho no acumulado em 12 meses, o menor nível desde 2009. Outro importante evento que contribui para o amento do risco na região vem da notícia que o BES precisará fazer uma captação para aumentar capital após confirmar perda líquida de 3,6 bilhões de euros apenas no primeiro semestre.

O resultado primário do governo central foi de déficit de R$ 1,946 bilhão em junho, o pior resultado para o mês desde o começo da série histórica em 1997. O acumulado do ano continua positivo, 17,7 bilhões, porém, o valor é quase metade do acumulado até junho do ano passado e o pior resultado de um primeiro semestre desde 2000.

    

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