A arrecadação federal de impostos somou R$ 83,13 bilhões em fevereiro, um recorde para o mês. Em termos reais, o montante representa uma alta de 3,44% na comparação com fevereiro de 2013. Importante ressaltar que nesse ano fevereiro teve dois dias úteis a mais, o que influenciou o resultado final. Já a Dívida Pública Federal (DPE) fechou o segundo mês do ano em R$ 2,067 trilhões, o que representa um crescimento nominal de 1,03%. 

A nota da dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil foi rebaixada de BBB para BBB- pela agência de risco Standard & Poors nesta segunda-feira (24/03). A decisão foi baseada na percepção de que o país descuidou de parte importante do tripé que dá sustentação à estabilidade macroeconômica, como a condução austera da política fiscal. Para a agência, não haveria como o governo alcançar a meta de superávit primário estabelecida em 2014 – dados os atuais níveis de atividade da economia -, sem a utilização da chamada “contabilidade criativa”. As estatais Petrobrás e Eletrobrás tamb&eacu

Dados do Balanço de Pagamentos divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (24/03) apontaram déficit de US$ 19 bilhões em transações correntes no acumulado do ano. Esse valor é 6,1% mais elevado do que o registrado no mesmo período de 2013. Apesar de mais robustos do que se antecipava, os investimentos estrangeiros diretos, que totalizaram US$ 4,1 bilhões em fevereiro, foram, mais uma vez, insuficientes para cobrir o resultado negativo recorde para o mês, de US$ 7,4 bilhões.

O nível dos reservatórios da região Sul elevou sua capacidade de armazenamento de 39,1% para 45,8% em uma semana.  Esse quadro, apesar de mostrar uma melhora em relação ao começo do ano, ainda está muito inferior ao nível de março do ano passado que foi de 62%. Além disso, como a região Sul não tem uma capacidade muito grande de armazenamento comparado ao restante do país, esse aumento não é suficiente para o Brasil sair do risco de racionamento. 

O boletim Focus dessa semana mostra as expectativas para a inflação se deteriorando de forma expressiva. O IPCA de 2014 saiu de 6,11% na semana passada para 6,28%, ficando cada vez mais próximo do teto da inflação a ser perseguida pelo Banco Central (6,5%).  Para 2015, a projeção subiu para 5,8% depois de ficar sete semanas em 5,7%. Já os analistas Top 5 veem um cenário inflacionário pior, com IPCA de 6,42% em 2014 e 6% em 2015. 

O IPCA– 15 subiu 0,73% em março, após aumentar 0,70% em fevereiro. Em março de 2013, o índice tinha avançado 0,49%. O grupo de Alimentação e bebidas pressionou a inflação para cima, subindo de 0,52% em fevereiro para 1,11% em março. Outra influência relevante foi a de Transporte, que passou de queda de 0,09% no segundo mês do ano para alta 1,22% em março, principalmente influenciado pelos preços das passagens aéreas que voltaram a subir depois de uma deflação no começo do ano. 

A primeira pesquisa Ibope de 2014, divulgada nesta sexta-feira (21/03), mostrou estabilidade das intenções de voto com relação à presidente Dilma Rousseff – 43%, mesma proporção apontada na &uuacute;ltima pesquisa do instituto, em novembro de 2013 - e, também, uma ligeira evolução do candidato tucano, Aécio Neves. Para o 1º turno, o mineiro detém 15% das intenções de voto, contra 14% no último levantamento, e, em um possível 2º turno junto à atual presidente, 20% das intenções, crescimento de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa passada.

O preço médio de energia está oscilando entre patamares altíssimos desde que atingiu o limite máximo de R$ 822,83/MWh no inicio de fevereiro. Para 2014, o governo adotou medidas para socorrer as distribuidoras e evitar uma pressão inflacionária, porém, é esperado que a partir de 2015 esse aumento seja sentido nas tarifas residenciais. Dependendo do cenário hidrológico ao longo deste ano, é possível que esse aumento varie entre 21,9% e 42,7%. 

Em conferência realizada nesta quarta-feira (19/03), Janet Yellen, presidente do Comitê de Mercado Aberto do FED, garantiu ambos a manutenção da meta da taxa de juros de curto prazo próxima a zero e o ritmo de decrescimento das compras de ativos promovidas pelo banco central americano, em US$ 10 bilhões por reunião. A novidade, desta vez, ficou por conta da desvinculação da possibilidade de aumento de juros de uma taxa específica de desemprego, no caso, de 6,5%, que funcionaria como uma espécie de gatilho. Com isso, o banco buscou aliviar as expectativas do mercado quanto a uma rápida elevação das taxas, dado que a atual taxa de desemprego já oscila entre 6,6% e 6,7%.

Os níveis dos reservatórios depois de apresentarem uma alta esperada no mês de março voltaram há cair essa semana na região central e sul do país. Além disso, o quadro para março está muito abaixo do esperado para o mês, não acabando assim com a preocupação em relação ao racionamento de energia.   

    

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