Bem que Brasília tentou usar todas as desonerações possíveis para fazer a inflação de 2013 ficar menor que a de 2012, mas não foi dessa vez. E 2014 não tem contabilidade criativa como se tem no fiscal. Será uma inflação tateando o teto da meta e um BC se mãos atadas em ano eleitoral. 

2013 teve boas noticias em relação às concessões, que totalizaram R$ 64 milhões (o dobro do que foi realizado em 2012). Mas, infelizmente, a demora no inicio da obras e no aumento de sua velocidade não deve influenciar tão positivamente o PIB de 2014. Tomemos o exemplo dos aeroportos. Os dois já licitados - Galeão (Rio) e Confins (BH) só serão entregues ao concessionário por volta de setembro deste ano, não tendo efeito importante no ano fechado de 2014.

O Banco Central Europeu decidiu hoje manter a taxa básica de juros em 0,25%, que vigora desde a reunião de novembro. O patamar atual se justifica, pois a atividade do continente tem lenta recuperação – com exceção da Alemanha. Além disso, a tendência de deflação ainda preocupa, e mais ações podem ser tomadas pelo BCE para estimular a economia.

O fluxo cambial de 2013 fechou negativo em US$ 12,2 bilhões (2012= + US$ 16,7 bilhões), o pior resultado desde 2002. Lembrar que 2002 foi um ano de grande turbulência devido ao receio, à época, do que poderia ser um governo Lula. Na conta financeira, a saída líquida foi de US$ 23,4 bilhões, retratando o mau humor dos investidores.

A ata do Fed divulgada a pouco não trouxe novidades e após a redução dos estímulos monetários, fortaleceu a idéia que o nível da taxa de desemprego em 6,5%, possivelmente alcançado no quarto trimestre de 2014, deverá ser mantido por um longo período de tempo para que a taxa de juros comece a subir novamente.

A Petrobras deverá realizar novas captações para sanar suas necessidades de capital de giro e investimentos ainda este ano. O primeiro semestre será a janela de oportunidade nesta direção, em razão da maior volatilidade esperada para o segundo semestre.

A Petrobras captou hoje um montante de 3,05 bilhões de euros e 600 milhões em libra esterlina. Pelo que foi divulgado até o momento, a demanda era bem maior do que o colocado e as taxas foram de mercado. A surpresa ficou por conta do timing (início do ano). O mercado não gostou e os papéis estão caindo 2,4% até o momento...

A agência de classificação de risco Moody's deve manter a nota do Brasil em 2014, desde que os indicadores econômicos se mantenham semelhantes a 2013. Trabalham com PIB de 2,1% em 2013 e de 2% em 2014 e com superávit primário de 1,8% em 2013 e 2,1% em 2014.

A notícia do início da redu&ccedccedil;ão dos estímulos monetários nos Estados Unidos em US$ 10 bilhões a partir de janeiro de 2014, aparentemente foi bem recebida pelos mercados. O movimento altista observado nas bolsas ao redor do mundo e as taxas de juros internacionais, principalmente, na parte mais longa da curva não explodiram, como parecia certo em algum momento durante este ano. Entendemos que este evento aliado com a premissa da busca continua de transparência por parte do Fed, colaboram com a diminuição da volatilidade no cenário internacional e contribuem para atenuar a pressão sobre os países emergentes em 2014.

O IPCA-15 divulgado hoje surpreendeu o mercado, vindo em 0,75%, acima da mediana e do teto das projeções de mercado (0,70% e 0,65%). Desse modo, o índice fechou o ano em 5,85%, acima da inflação do ano passado de 5,84%. Apesar disso, essa surpresa tem explicação, e ela se encontra principalmente no grupo de transportes. Este variou 1,17% e contribuiu em 0,22 p.p. para o índice geral. O principal responsável dentro do grupo foi passagens aéreas que variou 20,15% e contribuiu 0,10 p.p. para o índice geral.

    

COMPARTILHE

face link