No STF serão destaques o julgamento dos planos econômicos – Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991), no quesito remuneração das Cadernetas de Poupança, em andamento desde final do ano passado, além do Mensalão.

Nesta semana reiniciam-se as atividades do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Será um ano curto em função dos eventos esportivos e a agenda, de cada Poder, será adaptada a esta contingência. Na Câmara dos Deputados terá destaque a votação do C&oacutoacute;digo da Mineração (PL nº 37/2011) e do Marco Civil da Internet (PL nº 2.126/2013). No Senado Federal, a prioridade será o projeto  da renegociação das dívidas públicas de estados e municípios (PLC nº 99/2013). Todas estas matérias não são consensuais e serão um teste à base de apoio do governo em ano eleitoral.

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Os preços de energia desta semana no mercado livre atingiram o valor de 822,23 R$/MWh, o patamar mais elevado da série. Os preços vinham de uma alta constante desde o começo do ano (na semana do dia 04/01 o preço médio era de 270,82 R$/MWh), problema que foi agravado pelo calor intenso na região Sul e Sudeste do país. Apesar de esses preços serem voláteis, podemos esperar um impacto na cadeia produtiva, tanto do lado do produtor quanto do lado do consumidor. 

Hoje foi divulgada a estimativa do IPC Europeu para o primeiro mês do ano, nada muito animador e abaixo da expectativa do mercado (0,9%). No 12 meses o índice geral de preços subiu 0,7%, repetindo o menor nível dos últimos anos, mostrando que a recuperação ainda é bem lenta. Na mesma esteira veio a taxa de desemprego, que apesar de estável em 12%, apresenta uma resistência nesse patamar, muito em razão da fraca atividade e absorção do mercado. Como exemplo, tivemos também um resultado fraco de vendas de varejo na Alemanha em janeiro (queda de 2,5% na comparação com dezembro) e diminuição irrisória da taxa de desemprego italiana, que fechou 2013 em 12,7%.

O resultado fiscal do setor público atingiu R$ 91,3 bilhões neste ano de 2013, o que representa 1,9% do PIB. Em 2012, esse superávit foi de R$ 105 bilhões, representando 2,39% do PIB. A LDO para 2013 tinha como meta um primário de R$ 155,841 bilhões. O resultado nominal, que inclui pagamentos de juros, foi deficitário no ano, alcançando R$ 157,6 bilhões (3,28% do PIB), pior resultado em relação ao PIB desde 2010.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego publicada hoje pelo IBGE, a taxa de desocupados fechou o ano em 4,3%, confirmando a menor taxa média da série histórica, de 5,4% em 2013. A renda do trabalhador também cresceu, mas num ritmo menor: 3,2% se comparada com o ano anterior.

O IGP-M divulgado pela FGV hoje apresentou uma desaceleração, variando 0,48%, ante 0,60% no mês passado. No acumulado 12 meses, o índice atingiu 5,7%, mais alto em relação ao fechamento de 5,5% do ano de 2013. O Índice de Preços ao Consumidor teve alta de 0,87%, e teve como principal responsável a alta de 2,92% de Educação, Leitura e Recreação.

A inadimplência de operações com recursos livres apresentou queda durante o ano de 2013. Para pessoas físicas, a taxa foi de 6,7%, 0,8 p.p. de queda e para pessoa jurídica cedeu 0,6 p.p., terminando o ano em 3,1%. Quanto às concessões, cresceram 7,1% para pessoa física no acumulado do ano e diminuíram 1,4% para pessoa jurídica em 2013.

Na última noite o Banco Central da Turquia elevou as principais taxas de juros em resposta à recente e forte desvalorização da lira. A sinalização é positiva e bem recebida pelos mercados na intenção de conter a inflação crescente e atrair financiamento externo ao déficit em conta corrente preocupante da economia.

A confiança do consumidor dos Estados Unidos divulgada hoje apresentou bons números para o início desse ano. A expectativa do consumidor voltou a superar o índice de 80 pela primeira vez desde setembro e fechou janeiro em 81,8. Já com relação à situação presente, houve uma boa recuperação, e passou de 75,3 em dezembro para 79,1, contribuindo bastante para o índice geral atingir os 80,7 no primeiro mês de 2014.