A arrecadação da receita federal totalizou R$ 105,659 bilhões em março. O resultado significa um avanço na arrecadação real de 3,95% ante março de 2017, e de 8,42% no primeiro trimestre do ano. Removendo o efeito de receitas extraordinárias e tributação sobre combustíveis, o avanço da receita foi de 2,36% frente ao mesmo mês do ano passado, e de 4,51% no primeiro trimestre. O ganho recorrente e sem combustíveis nas receitas ocorre ininterruptamente desde agosto de 2017.

O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas recuou 2,6 pontos, e foi de 92,0 em março para 89,4 em abril. Tanto os índices de Situação Atual quanto o de Expectativas recuaram no mês; 2,3 e 2,5 pontos respectivamente. Segundo os coordenadores do índice, a queda na confiança do consumidor está associada à queda no otimismo dos consumidores de todas as faixas de renda em relação à situação econômica nos próximos meses. Essa queda no otimismo se deve sobretudo à redução das expectativas sobre o mercado de trabalho, cuja recuperação ainda ão acompanhou a recuperação do desempenho econômico. A retomada do consumo em 2017 se deu sobretudo por ocasião da liberação de recursos do FGTS. A recuperação do mercado de trabalho é fundamental para o c

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,21% em abril. O resultado é o menor observado para o mês desde 2006. Com ele, o resultado acumulado no ano ficou em 1,08%; o mais baixo desde a implementação do Plano Real, e o acumulado em doze meses permaneceu 2,8%. A única queda dos preços no mês veio do grupo de Comunicação. A queda de 0,15% se deu sobretudo por ocasião da redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas de fixo para móvel. Os demais grupos apresentaram altas entre 0,02% e 0,69%; sendo a menor alta do grupo de Educação e a maior do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, pressionado pleo aumento de 1,06% nos preços de planos de saúdes e 0,63% dos remédios.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) divulgado pela CNI recuou 2,3 pontos em relação ao resultado observado em março e ficou 56,7 pontos no mês de abril. Ainda assim, o índice se encontra 2,5 pontos acima de sua média histórica e 3,6 pontos acima do observado no mesmo mês do ano anterior. A queda no ICEI pode ser explicada pelo recuo nos seus dois componentes. O Índice de Condições Atuais recuou 2,0 pontos e registrou 51,5 pontos; enquanto o índice de Expectativas registrou 59,4 pontos após recuo de 2,3 pontos. Ainda assim, ambos os índices avançaram se comparados com abril de 2017.

O Monitor do PIB apresentou mais uma vez para o crescimento da economia. Na comparação inter anual, todos os indicadores apontam para uma variação positiva no produto se comparado ao que era observado em fevereiro de 2017. Em relação ao trimestre móvel que se encerra em fevereiro, o PIB cresceu 1,7% de 2017 para 2018. O resultado, apesar de positivo, é inferior ao observado para o trimestre que se encerra em janeiro; o que pode ser ilustrativo de uma desaceleração da recuperação econômica. Nessa comparação inter anual, os destaques positivos vem das atividades de transformação e do comércio, que cresceram 5,4% e 4,7% respectivamente. A atividade agropecuária, por sua vez, retraiu em 1,7% após treze meses de expansão. O consumo das famílias apresentou crescimento de 2,

O IBC-Br, índice de atividade econômica do Banco Central, avançou 0,09% de janeiro para fevereiro após a revisão da série; que alterou a variação no índice para o primeiro semestre de 2017 de 0,35% para 0,27%. O crescimento de 1,41% observado em janeiro foi revisado para 1,24%. As mudanças na série do índice ilustram um cenário de crescimento do PIB abaixo do esperado até então para 2018. O relatório Focus capturou com precisão a frustração as expectativas com o crescimento, que foi revisado de 2,80 para 2,76. Para o ano de 2018, a expectativa é de crescimento de 3,0% do PIB.

A Pesquisa Mensal de Serviços apontou para o crescimento de 0,1% no volume de serviços frente ao mês de janeiro na série com ajuste sazonal. Em relação a janeiro, apenas as atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram alta, de 1,7%. Na comparação inter anual, as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e outros serviços são as duas que apresentam alta; de 0,6% e 1,7%. Serviços prestados às famílias, serviços de informação e comunicação e serviços profissionais apresentaram recuo de 5,2%, a,9% e 1,6% frente a fevereiro de 2017.

O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio apontou para uma variação de 0,2% no volume das vendas de janeiro para fevereiro. Na comparação inter anual, contudo, o comércio varejista cresceu 1,3% em relação a fevereiro de 2017 e acumula alta de 2,8% nos últimos doze meses; o que ilustra a retomada do comércio. O recuo mais relevante na passagem do mês para a atividade varejista veio de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de 0,6%. Ainda assim, o mesmo grupo é o principal responsável pela variação inter anula positiva no comércio, tendo crescido 2,0% o volume de vendas. O principal resultado positivo frente a janeiro veio de Móveis e eletrodomésticos, cujo volume de vendas cresceu 1,5%.

A Produção Industrial cresceu 0,2% de janeiro pra fevereiro na série com ajuste sazonal. Dos quinze locais pesquisados, seis apresentaram alta; com destaque para o crescimento de 3,3% da produção no Paraná e de 2,6% da região NE. Na comparação inter anual, os resultados acumulados no ano são positivos para dez dos quinze locais observados; com destaque para o Amazonas, Santa Catarina e Pará, que cresceram 24,5%, 8,5% e 7,2% respectivamente. Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso, por sua vez, apresentaram as maiores quedas na produção industrial, de 7,8%, 1,4% e 1,0%.

O IPCA variou 0,09% no mês de março. O resultado é significativamente inferior à variação de 0,32% em fevereiro; e com ele, o índice atingiu seu menor resultado acumulado no ano para março desde a implementação do Plano Real. As deflações observadas nos grupos de Transporte e Comunicação, de 0,25% e 0,33% respectivamente foram os principais responsáveis pelo resultado do mês. Os demais grupos apresentaram variação entre 0,05% e 0,48%. A queda nos preços de Transportes está fortemente associada à queda no preço das passagens aéreas, de 15,42%. No grupo de Comunicação foi a redução das tarifas de ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel que passou a vigorar no fim de fevereiro que puxo a deflação do grupo no mês. A projeção da MB Associados para