A decisão do Comitê de Política Monetária por manter a taxa de juros em 6,50% ao ano surpreendeu o mercado, tendo em vista a sinalização feita na reunião anterior para um último corte de 0,25 p.p.. A decisão não se deu por ocasião de mudanças na trajetória da economia brasileira; visto que a inflação se encontra em níveis confortavelmente baixos enquanto a economia opera com alta capacidade ociosa.O cenário internacional, contudo, foi determinante para a decisão do Comitê. A normalização da taxa de juros nas economias avançadas, em particular dos EUA, reduziu o apetite ao risco em relação aos países emergentes. Levando em conta os riscos associados ao cenário internacional mais adverso e volátil, o Copom optou por não reduzir a taxa de juros. A possibilidade de mais um corte no futuro não foi descartada.

A projeção da MB Associados para a taxa Selic no fim de 2018 é de 6,25% ao ano.

    

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