A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (16) pelo IBGE, mostrou, pelo terceiro mês consecutivo, crescimento positivo em junho. A variação chegou a 1,3% no mês, superior a do mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, no entanto, a variação foi de -3,0% e, no acumulado em 12 meses, de -4,7%. Na série com ajuste sazonal, as atividades que obtiveram os melhores desempenho foram as de serviços prestados às famílias e de transportes, ambas com alta de 1,0%. De acordo com o IBGE, o turismo de negócios foi um fator fundamental para movimentar o setor em junho.

A Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, registrou crescimento de 1,2% do varejo restrito em junho, consolidando três meses consecutivos de crescimento. Na comparação interanual, a taxa foi ainda mais elevada e alcançou os 3,0%. O varejo ampliado, por sua vez, revelou desempenho ainda melhor, variando 2,5% e 4,4%, nas comparações mensal e interanual. No caso do varejo restrito, o setor que mais contribuiu para a alta foi o de eletrodomésticos, que manteve desempenho similar ao de maio, quando as vendas cresceram 17,3%. Os efeitos do resgate das contas inativas do FGTS são nítidos no comportamento desta rubrica. No entanto, setores como combustíveis e lubrificantes e hiper e supermercados também mostraram números positivos no mês, melhores do que

O Relatório Focus de mercado, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central, mostrou nova rodada de aumento na mediana das expectativas de inflação do mercado, de 3,45% para 3,50% em 2017, refletindo ainda os impactos do aumento de impostos sobre o preço dos combustíveis. Para 2018, as expectativas mantem-se ancoradas em 4,20%. As outras principais variáveis de análise mostraram estabilidade para 2017: PIB (0,34%), Selic fim de período (7,50% a.a.) e câmbio fim de período (R$/US$ 3,25). Produção industrial e balança comercial, por sua vez, mostraram perspectiva de melhora, com alta de 1,03% e superávit de US$ 61 bilhões, respectivamente.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,24% em julho, de acordo com o IBGE, e acelerou em relação ao mês anterior, quando o índice variou -0,23%. No acumulado em 12 meses, a inflação recuou de 3,0% para 2,7%. Em julho, dois impactos importantes contribuíram para o aumento da taxa de crescimento do IPCA: Habitação e Transportes. No 1º caso, o aumento médio de 6,0% das tarifas de energia elétrica residencial fez com que o índice do grupo variasse 1,64% (vindo de uma deflação de 0,77% em junho); enquanto que, no 2º caso, o principal impacto veio do preço dos combustíveis (onerados pelo aumento das alíquotas de PIS/Cofins), com alta de 1,06% da gasolina e de 0,73% do etanol.

O indicador antecedente de emprego da Fundação Getúlio Vargas (Iaemp-FGV) subiu 1,5 ponto em julho, na comparação com o mês imediatamente anterior, suavizando parte da queda observada nos dois meses anteriores. Mesmo com o aumento da incerteza na economia desde maio, quando da instauração de inquérito e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público contra o presidente Temer, o mercado de trabalho tem esboçado um início de recuperação, tanto pelos dados do Caged quanto pelos da PNAD Contínua, acompanhando a relativa melhora da atividade produtiva. Um dos fatores positivos que mais contribuiu para a percepção de melhora com relação à situação do emprego no país foi o aumento do ímpeto de contratações para os próximos três meses da indústria de transformaçã

O Relatório Focus de mercado, divulgado nesta segunda-feira (07), mostrou nova elevação da mediana das expectativas para a variação do IPCA em 2017, de 3,40% para 3,45%, indicando que uma parcela cada vez maior do mercado acredita que a alta dos impostos terá efeitos inflacionários líquidos em 2017. Para 2018, as expectativas estão ancoradas em 4,20%. Ao mesmo tempo, o mercado vê uma Selic menor no fim deste ano, em 7,50%, dado que a crise política revelou consequências mais benignas do que se antecipava sobre o comportamento produtivo. As perspectivas para o crescimento do PIB se mantiveram tanto para 2017 quanto para 2018, respectivamente 0,34% e 2,00%. As projeções para câmbio fim de período, por sua vez, mostraram apreciação, de R$/US$ 3,30 para R$/US$ 3,25 e de R$/US

A produção de veículos chegou a 224,8 mil unidades em julho, de acordo com a Anfavea, um aumento de 17,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A exportação de veículos, por sua vez, alcançou 65,7 mil unidades no período, um aumento de 42,5% em relação a julho de 2016.

Os Estados Unidos registraram, em julho, a criação de 178 mil postos de trabalho no setor privado da economia, número um pouco abaixo do esperado pelo mercado, de 190 mil postos. As empresas de porte médio foram as que mais contrataram no mês (+ 83.000), seguidas das pequenas, com contratações líquidas de 50.000 funcionários, e das grandes, com 45.000. O setor de serviços, por sua vez, gerou quase a totalidade dos postos de trabalho no mês, com 174 mil contratações líquidas.

A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de junho, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (01), mostrou produção estável na margem, na série com ajuste sazonal, e crescimento de 0,5% na comparação interanual. No acumulado em 12 meses, a produção continua a cair em ritmo cada vez menor, tendo alcançado a marca de -1,9%. Por grandes categorias econômicas, o maior aumento veio da produção de bens duráveis, com alta de 5,0% em relação a junho de 2016, seguida de bens intermediários (0,9%) e bens de capital (0,3%). No caso das atividades com maior crescimento, a produtora de bens alimentícios foi a que mais contribuiu para o bom resultado do mês, com alta de 7,2% na comparação com junho de 2016; o setor automotivo também registrou bom resultado, com crescimento interanual de 6,6%

O Relatório Focus de mercado mostrou nova elevação da expectativa de inflação para fim deste ano, de 3,33% para 3,40%, como reposta aos possíveis efeitos dinâmicos do aumento dos impostos sobre os combustíveis no índice agregado. A MB, todavia, mantém sua estimativa de 3,0% para a variação do IPCA, já incorporando o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis. Para 2018, o mercado manteve a projeção de 4,20%. Para o crescimento do PIB, o mercado continua a creditar em uma alta de 0,34% em 2017 e de 2,00% em 2018. Variáveis como câmbio e Selic também foram mantidas para o ano, em R$/US$ 3,30 e 8,00% ao ano, ao passo que, para 2018, apenas a Selic mudou de patamar, de 8,00% para 7,75% ao ano.

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